Em um lugar distante
Talvez esquecido, talvez inexistente
Houve um menino.
Havia um Senhor.
Caiu um passarinho.
No meio do campo, corria o menino.
Encontrou o passaro no chão, as asas quebradas.
Erguendo-o leventemente pelas mãos, encaminhou-se devolta a pequena casa
Na colina próximo ao riacho.
O senhor como de costume estava lá.
A fumar seus cigarros, empunhando seu chapéu e observando o céu azul.
Era uma cena corriqueira. Um dia comum.
Observou atentamente o menino, desviando seu olhar da imensidão.
Enquanto ouvia-o falar, recebeu a pobre ave em suas mãos.
E os dias se passaram
Tornando-se semanas.
Enquanto o senhor cuidava do passaro o garoto observava com atenção.
A simpatia pela pequena ave cresceu-lhes juntamente a afeição.
Acostumaram-se ao cantar do pequenino a ecoar em seus ouvidos.
Dias e dias.
Mas um dia não houve mais canto, o menino reparou e correu até o senhor.
Este vendo a aflição da criança apenas lhe sorriu
Um sorriso amarelado e engrecido
Pela nicotina, pelos hábitos e pelo tempo.
E o menino escutou atentamente, as palavras ditas em voz rouca:
"São assim que as coisas acontecem.
Vêm e vão.
Os passaros são como as pessoas.
Quando feridos procuram o abrigo e assim criamo-nos afeição.
Porém com a cura nasce a necessidade.
O desejo por liberdade.
E eles vão.
Foi comigo antes.
É com ele agora.
Será contigo no futuro.
É tudo parte de um ciclo, que no final...
Culmina em Solidão".
--
Xuxu Hate U (L)
é o segundo post do dia
non esquece de ver o primeiro =]
a idéia me veio do nada
ai decidi escrever e postar logo.
até mais tarde (L)
quarta-feira, 18 de março de 2009
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